Polícia Civil prende homem que espancou ex-companheira em Santana do Livramento

    (Foto: A Plateia)

    Na tarde desta sexta-feira (2), a Polícia Civil cumpriu o mandado de prisão preventiva para o homem identificado pelas iniciais V. R. M., ex-companheiro de Amanda, mulher que procurou o Jornal A Plateia para denunciar as agressões e ameaças de morte do ex, que a espancou na terça-feira (30) por não aceitar a separação. As informação são do portal A Plateia.

    O homem foi preso que em sua residência, no Armour. A equipe do Jornal A Plateia foi até a delegacia e presenciou o trabalho do setor de investigação da 1ª DP que operou na prisão.

    A rápida ação aconteceu após a denúncia na DPPA feita pela vítima acompanhada da Brigada Militar, após a decisão da delegada Giovana Muller, que levou a denúncia ao Fórum, através da juíza, assinou o mandado de prisão. Enquanto esta burocracia acontecia, a Patrulha Maria da Penha e o Centro de Referência da Mulher atuaram no acolhimento de Amanda que  afirmou: “me sinto mais segura, em poder ir e vir do trabalho e estar em casa com minha filha, sabendo que ninguém vai pular o portão de casa para realizar ameaças ou proferir agressões”, salientou. Em agradecimento a vítima acrescenta “A Civil, Patrulha Maria da Penha, CRM, a minha advogada. Um agradecimento, sei que muitas mulheres passam pela mesma situação que eu, por favor se estiverem lendo, denunciem, não tenham medo, a justiça está do lado de vocês, saibam os seus direitos, procurem os profissionais”, desabafou a vítima que em lágrimas orientou outras mulheres vítimas de violência doméstica a falarem.

    Confira o relato da vítima na primeira entrevista ao jornal

    Incompreensível

    Segundo a vítima, após o agressor falar e a bater com chutes e socos dizia que voltaria, enquanto ela respondia: “por acaso tu me perguntou se eu quero, pois eu não quero, já até tentei ter esperança muito antes, agora não aguento mais, dói, mas não quero mais conviver com a violência, marcada por tuas loucuras”, explicou. Após a sequência de agressões em frente a filha de 3 anos, o ex pulou o portão e foi embora. Antes, quebrou o celular da vítima.
    Medo

    Uma das palavras que chamou a atenção de Amanda foram as ameaças, pois ela relatou ao Jornal A Plateia que ele comentava em cada briga que terminava de forma violenta, “se acontecer algo comigo, vou voltar e tu vai me pagar”, ressaltou ela. “Esse foi o maior motivo de eu vir a público, pois ele não tem nada a perder e eu tenho minha filha, a família, meu trabalho e uma vida pela frente, não quero ficar a mercê do medo que ele tenta trazer até mim”, explicou.
    No limite

    Amanda salientou que foram 6 anos de altos e baixos, que a violência psicológica e física foram cada vez aumentando. “Ele começou quebrando os objetos, as portas até que começou a me bater e cada vez mais, foi então que, após várias denúncias e nenhuma mudança, eu decidi me separar, porém isso deixou ele furioso”, frisou.
    Acolhimento

    Em meio aos acontecimentos, a vítima destaca os profissionais que estão ajudando: “Dentro deste pesadelo, além da família e amigos, eu fiquei surpreendida pelo carinho da Brigada Militar, da Polícia Civil e do Centro de Referência da Mulher que não mediram esforços para me ajudar, me orientar, me acolher. Vejo na televisão as dificuldades dos problemas dentro das instituições de segurança pública, porém mesmo sem a valorização financeira e de seus direitos, estão nas ruas, nos protegendo”, afirmou.
    “Vamos terminar por aqui”

    Emocionada, Amanda Quevedo finaliza: “acho melhor terminar por aqui, não está fácil, nada está fácil, acordei pela manhã e cuspi sangue, as dores pelo corpo ainda incomodam, preciso mostrar a minha filha que estou bem, ela ainda não entende, só toca no olho inchado e diz ‘ó, ó’, o que vou responder para ela? Não falo nada, mudo de assunto. Além do prejuízo psicológico que ele me deixou, ele fez dívidas antes de ir embora, é uma luta par ter dinheiro e colocar em casa, pois o banco retém os valores que ganho, de empréstimos feitos. Como só eu trabalhava, tive que fazer para pagar as dívidas da época, mal sabia que criaria uma corrente de outras que viriam”, desabafou Amanda.


    Warning: A non-numeric value encountered in /home/qwerty/www/wp-content/themes/newspaper-original/includes/wp_booster/td_block.php on line 1009