Cura do câncer infantil chega a 70% dos casos com diagnóstico

    5/setembro/2016 às 11h28min
     Atualizado quarta-feira, dia 7 de setembro de 2016 às 01h31min

    O câncer infantil figura, atualmente, como a segunda causa de morte na faixa etária entre 1 e 19 anos – perdendo apenas para causas externas, como acidentes e violência. Apesar disso, o índice de cura pode chegar a 70% dos casos se houver diagnóstico precoce. O alerta é da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica que promove a campanha Setembro Dourado, no intuito de ampliar a conscientização em prol da causa. A notícia é da Agência Brasil.

    De acordo com a entidade, no Brasil, a taxa de cura do câncer infantil gira em torno de 50% dos casos – índice bastante distante de países como os Estados Unidos, onde a taxa é de 80%. A campanha destaca que o tratamento, nestes casos especificamente, vai muito além do papel exercido por hospitais e defende o empenho de diversos setores na luta contra a doença.

    Câncer em crianças X câncer em adultos

    Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam 12 mil novos diagnósticos de câncer infantil no Brasil a cada ano, com pico de incidência na faixa de 4 a 5 anos e um segundo pico entre 16 e 18 anos.

    Os tipos mais comuns de câncer entre adultos são os carcinomas (como câncer de pulmão e câncer de mama), provocados, em parte, por fatores ambientais e estilos de vida. Já em crianças, os tipos mais comuns são leucemia, tumores no sistema nervoso central e linfomas (câncer dos gânglios linfáticos), geralmente com origem em células que se desenvolveram em estágios iniciais da gestação.

    Câncer infantil é doença familiar

    A campanha defende ainda que o profissional de saúde que atende uma criança com câncer deve estender o tratamento a toda a família do paciente, uma vez que o câncer infantil é visto por especialistas como uma espécie de câncer familiar e não de um único indivíduo apenas.

    A proposta é que a sociedade civil organizada exerça papel fundamental de dar apoio psicológico, principalmente aos que estão em outra cidade para o tratamento e o acolhimento da família e da criança.

    “A luta pelo câncer infantojuvenil é de todos – governantes de todas as esferas, pais, educadores, profissionais da saúde, voluntários, cidadãos. Assim, quanto mais informações sobre a doença forem disseminadas na sociedade e cada um assumir o papel de promoção pela cura, alcançaremos a meta, pois não há prêmio melhor do que uma criança curada.”

    Sinais a serem investigados

    Os principais sinais de investigação em relação ao câncer infantil são:

    – vômitos associados a dores de cabeça (sem náusea)

    – desequilíbrio ao andar

    – dificuldade na visão

    – dores ósseas ou nas articulações

    – movimentos limitados

    – palidez insistente

    – febre persistente

    – emagrecimento

    – fraqueza

    – irritabilidade

    – sudorese excessiva

    – manchas roxas no corpo ou em pálpebras

    – sangramento em geral

    – diarreias crônicas

    – dores frequentes nos dentes, não associadas a cáries

    – dores abdominais prolongadas

    – ínguas, gânglios ou nódulos indolores, com rápido crescimento, principalmente no pescoço, axila ou virilhas

    – nódulos ou pintas na pele, que crescem ou mudam de cor

    – secreção crônica drenada pelo ouvido

    – desenvolvimento precoce de caracteres sexuais

    – na região dos olhos, pupila branca ou totalmente dilatada, protrusão do globo ocular.