Pecuaristas devem vacinar seus rebanhos para raiva bovina

    Os casos de raiva bovina registrados em várias propriedades rurais do município colocam os pecuaristas em alerta. Segundo a Inspetoria de Defesa Agropecuária (Ida) a mortalidade de animais têm sido alta, assim, a orientação é de que os produtores vacinem seus rebanhos independente da localidade. Se mordeduras foram constatadas, o criador deve procurar a Ida com urgência para que as providências sejam tomadas.

    A raiva bovina é geralmente transmitida pela mordedura do morcego hematófago, que é diferenciado dos demais morcegos, como os encontrados na zona urbana, pelas presas salientes. Em março deste ano, a Inspetoria já alertava os criadores do 2º Subdistrito de Lavras para que verificassem mordeduras nos rebanhos.

    Nos bovinos, a forma clínica mais comum é a raiva paralítica, entretanto, podem ocorrer casos de raiva furiosa. O animal afetado apresenta hipersensibilidade a todos os fatores externos. Ocorre uma nítida mudança de hábito, os sintomas evoluem para perda de consciência, mugido rouco, aumento do volume e presença de espuma na saliva, fezes secas e escuras, andar cambaleante, paralisia dos membros posteriores e evolução para paralisia dos anteriores. A morte ocorre de 4 a 8 dias após o início dos sintomas.

    Nos locais endêmicos, o controle da raiva precisa ser feito com a vacinação sistemática de todos os animais suscetíveis e o controle dos morcegos – que já está sendo feito através da utilização da pomada vampiricida. Para que a vacinação tenha eficácia, é necessário que o animal seja vacinado e consiga produzir anticorpos antes da inoculação do vírus.

    A doença também pode infectar humanos. O último caso registrado na região foi em Bagé, nos anos 1970, enquanto em Dom Pedrito, o último caso registrado foi nos 1950.