Pecuaristas devem vacinar seus rebanhos para raiva bovina

    13/agosto/2016 às 13h33min
     Atualizado sábado, dia 13 de agosto de 2016 às 13h33min

    Os casos de raiva bovina registrados em várias propriedades rurais do município colocam os pecuaristas em alerta. Segundo a Inspetoria de Defesa Agropecuária (Ida) a mortalidade de animais têm sido alta, assim, a orientação é de que os produtores vacinem seus rebanhos independente da localidade. Se mordeduras foram constatadas, o criador deve procurar a Ida com urgência para que as providências sejam tomadas.

    A raiva bovina é geralmente transmitida pela mordedura do morcego hematófago, que é diferenciado dos demais morcegos, como os encontrados na zona urbana, pelas presas salientes. Em março deste ano, a Inspetoria já alertava os criadores do 2º Subdistrito de Lavras para que verificassem mordeduras nos rebanhos.

    Nos bovinos, a forma clínica mais comum é a raiva paralítica, entretanto, podem ocorrer casos de raiva furiosa. O animal afetado apresenta hipersensibilidade a todos os fatores externos. Ocorre uma nítida mudança de hábito, os sintomas evoluem para perda de consciência, mugido rouco, aumento do volume e presença de espuma na saliva, fezes secas e escuras, andar cambaleante, paralisia dos membros posteriores e evolução para paralisia dos anteriores. A morte ocorre de 4 a 8 dias após o início dos sintomas.

    Nos locais endêmicos, o controle da raiva precisa ser feito com a vacinação sistemática de todos os animais suscetíveis e o controle dos morcegos – que já está sendo feito através da utilização da pomada vampiricida. Para que a vacinação tenha eficácia, é necessário que o animal seja vacinado e consiga produzir anticorpos antes da inoculação do vírus.

    A doença também pode infectar humanos. O último caso registrado na região foi em Bagé, nos anos 1970, enquanto em Dom Pedrito, o último caso registrado foi nos 1950.

     

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