Passando por dificuldades, vítima de atropelamento está precisando de auxílio

A vida de Leonardo da Silva Flores mudou em questão de minutos e hoje ele só precisa de ajuda para se manter. O camelô de 62 anos foi uma das vítimas do acidente envolvendo cinco veículos no último dia 19. Seu Leonardo da Banca, como é conhecido, foi atropelado e teve o pé e alguns dedos fraturados. Além disso, a vítima ficou com um grande corte em cima do pé. Hoje, o camelô está com o pé bastante inchado.

Em entrevista à reportagem da Qwerty Portal de Notícias, seu Leonardo lembra com exatidão o que aconteceu no dia do acidente. Ele conta que aquela tarde estava muito fria e, como de costume, ele sentou no canteiro para se aquecer. “Foi muito rápido, eu estava sentado e quando vi aquele carro já estava arrastando o meu pé”, relembra.

Durante boa parte da entrevista, o homem – que trabalha há quase 20 anos como camelô -, se emocionava pelo fato de estar em cima de uma cama, sem poder trabalhar e trazer o sustento para a sua casa. Seu Leonardo mora com a esposa e ambos sobrevivem com o dinheiro do seu trabalho.

O filho dele, Junior Machado, diz que o motorista causador do acidente não quis prestar mais nenhum auxílio a não ser pagar os primeiros medicamentos no dia do acidente. “Procuramos o senhor que atropelou meu pai e ele riu da gente quando falamos que meu pai precisava comprar muletas para usar. Ele me questionou: e precisa de muletas? Então disse pra ele que resolveríamos na Justiça. Por pouco não perdi a cabeça vendo aquele senhor debochando do meu pai”, disse Junior, acrescentando que os remédios de seu Leonardo estão acabando e, novamente, terão que ser comprados. “Sem contar que quem irá ressarcir meu pai por todo o tempo que vai ficar parado? Sendo que a fonte de renda dele vinha dali, do trabalho na banca, pois ele não é aposentado.

O que diz o motorista que atropelou a vítima

Procuramos o motorista Paulo Roberto Fernandes Moreira, que disse que realmente prestou o primeiro auxílio a seu Leonardo. Ele também afirma que foi ameaçado por Junior e pelo seu irmão, quando foi procurado por ambos. “Eles me ameaçaram e realmente perguntei se ele (Leonardo) precisava usar muletas. O meu acerto foi com ele (Leonardo), então que eles tivessem colocado ele dentro de um carro e tivessem trazido aqui, que com certeza iria conversar com ele e ver o que ele iria precisar de mim. Mas se eles pensam que me ameaçando vão conseguir alguma coisa, estão bem enganados. Deixa que a Justiça resolva, já que é isso que eles querem”, declara Paulo.

O motorista que ficou, segundo ele, com o braço fraturado, ainda disse que esse tipo de fato pode acontecer com qualquer pessoa e que ele não se considera culpado. “Isso pode acontecer com qualquer um. Eu tive um mal súbito, não saí com intenção de atropelar ninguém nem fazer mal para ninguém”, afirma.

Moreira ainda disse que esse foi um fato isolado, pois ele dirige há muitos anos e, segundo ele, nunca provocou um acidente devido a um mal súbito. “Passar mal assim dirigindo, nunca. Estou aberto para conversar e ajudar até onde posso, mas que o senhor venha até a mim. Com eles (os filhos), não tenho nada para conversar. O acidente envolveu apenas eu e ele (Leonardo) apenas”, finalizou.