Casos de caxumba dobram em Bagé

    Arquivo/JM

    Em apenas um mês, o surto de caxumba aumentou de 110 para 234 casos em Bagé. O assunto já vem sendo abordado pelo Jornal Minuano desde o dia 10 de junho. Além do surto que ocorreu entre os jogadores do Grêmio Esportivo Bagé, mês passado, a Escola Estadual de Ensino Fundamental Doutor Arnaldo Faria registrou 50 alunos com a enfermidade.

    Conforme a diretora da escola, Marta Verani Gomes Marques, até o último dia de aula, na semana passada, haviam 50 estudantes com caxumba. “Eles vão para a escola no mesmo ônibus, por isso, um foi passando para o outro. Inclusive, até mesmo o motorista pegou a doença”, conta.

    De acordo com a responsável pelo setor de epidemiologia do Núcleo de Doenças Transmissíveis da Secretaria Municipal de Saúde, enfermeira Sheila Tavares, desde o mês de maio foram registrados focos nos quartéis, estádios de futebol, escolas e nos bairros Getúlio Vargas, Castro Alves, Morgado Rosa, São Bernardo, Passo das Pedras, Santa Cecília e Menino Deus. Segundo a enfermeira, a transmissão é por via aérea e pode ser feita até mesmo antes da pessoa ter os sintomas.

    Vacinação

    A Secretaria Municipal da Saúde orienta que, em casos suspeitos da doença, a pessoa procure um médico. Segundo Sheila, qualquer pessoa que tenha contato com alguém contaminado pode receber a imunização para prevenção. A vacina tríplice viral é disponibilizada pelo Programa Nacional de Imunizações para pessoas com até 49 anos de idade. A dose está disponível nos postos de saúde do município.

    A caxumba é uma doença viral que causa aumento de glândulas salivares, dor e febre. A transmissão se dá por via aérea, através de gotículas ou pela saliva. A doença começa seis dias antes das manifestações clínicas e vai até nove dias após o surgimento dos sintomas. O tratamento é feito com repouso e analgésicos.

    Estefânia Borges / Jornal Minuano