Promotora se manifesta sobre possível fechamento do HU de Bagé

    20/julho/2016 às 16h35min
     Atualizado quarta-feira, dia 20 de julho de 2016 às 16h55min
    Francisco Bosco/FS

    A promotora de Justiça Marlise Martino Oliveira, depois de intermediar, no final da tarde de segunda-feira, por cerca de três horas, um encontro cujo objetivo foi tentar um acordo para a manutenção dos serviços do Hospital Universitário (HU) Doutor Mário Araújo, pronunciou-se ontem a respeito do assunto à reportagem da FOLHA do SUL.

    De acordo com Marlise, a pauta inicial da audiência realizada foi ouvir a posição da Fundação Atilla Taborda (Fat) em relação à situação financeira da instituição. “Nos passaram que a dificuldade se dá porque os valores repassados não são suficientes. Que ficam abaixo das despesas geradas pelos serviços prestados”, comentou ela.

    A promotora disse, ainda, que aproveitou para ouvir representantes do Executivo sobre possíveis incentivos para a manutenção dos serviços do HU. “O prefeito sinalizou apoio”, comentou, ao destacar, contudo, que o principal objetivo do encontro foi tentar um acordo com a fundação, para que o hospital não feche suas portas. “Esse ponto não foi possível, mas acredito que avançamos em termos de tratativas”, completou.

    De definitivo, salientou ela, apenas um ponto foi estabelecido. “O que se conseguiu foi que a Fat se comprometeu a comparecer em uma reunião com a Secretaria Estadual de Saúde para tratar de uma nova contratualização. Essa agenda será buscada pela Coordenadoria Regional” relatou ao dizer que, neste quesito, obteve o entendimento de que a fundação tem interesse em buscar uma negociação com o Estado.

    A reunião, realizada na segunda-feira, além de contar com a presença da reitora da Universidade da Região da Campanha (Urcamp), Lia Quintana – que também responde pelo HU, assim como do chefe do Executivo, Dudu Colombo – foi acompanhada por vereadores e membros dos sindicatos que representam a categoria de profissionais e trabalhadores da área da Saúde, em especial os que têm atuação direta junto ao hospital.

    Providência judicial

    Questionada sobre o papel do MP no processo, a promotora frisou que uma das metas é obter o maior número de dados possíveis sobre o caso. “Na questão do acordo, não se logrou êxito, o que era a intenção”, ponderou ao elencar o mecanismo extrajudicial.

    Marlise, por outro lado, deixou em aberto que, caso o processo de fechamento do HU se mostre uma realidade, não é descartada uma intervenção do Ministério Público. “O MP está buscando informações para viabilizar, se necessário, uma providência de cunho judicial”, revelou.

    A promotora concluiu explicando que, agora, aguardará o resultado do encontro entre Fat e Estado para buscar uma nova rodada de conversações.

    Folha do Sul