Acusado de atirar contra segurança de casa noturna vai a júri popular

    Arquivo/Qwerty

    A Justiça pronunciou, em abril, Alison Garcia Machado, acusado de atirar contra o segurança Norberto Ramos Vianna – que trabalhava em uma casa noturna – no dia 06 de maio de 2015. Na oportunidade Alison, acompanhado de outro homem, efetuou um disparo que atingiu o pescoço da vítima, que só não morreu devido ao atendimento médico recebido na Santa Casa.

    O acusado teria atirado em Norberto porque teria sido advertido da colisão de seu veículo contra outro automóvel que estava no estabelecimento. De acordo com o processo, Alison tentou argumentar legítima defesa pois, segundo ele, a arma teria sido apontada para a parede e acidentalmente atingido o segurança.

    A tese do acusado não se sustentou, pois além do depoimento da vítima, as câmeras de vídeo monitoramento do local confirmaram que o atirador mirou em direção a cabeça da vítima, que conversava com o companheiro de Alison sem esboçar qualquer atitude ofensiva; e não como o acusado tentou afirmar. Esta prova, portanto, comprova a segunda versão no sentido de que o acusado mirou e a sangue frio efetuou o disparo.

    Por este motivo, Alison irá a júri popular por tentativa de homicídio qualificado, por motivação fútil e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima, bem como pelo porte ilegal de arma de fogo.

    Relembre o caso:

    Às 23h15 desta quarta-feira (6), um segurança de uma casa noturna, foi alvejado no pescoço por um disparo de arma de fogo. Conforme boletim de ocorrência, a vítima de 52 anos de idade, contou que abordou dois indivíduos que haviam colidido em um carro no momento em que saiam do local.

    Os autores do fato desceram do carro e foram conversar com o funcionário. Ele relatou que logo após foi atingido com um tiro no pescoço, mas não soube precisar de onde veio o disparo. Ainda conforme registro policial, a vítima não soube informar a placa do carro, mas disse que anotou parte da mesma em uma comanda.

    Os policiais militares foram ao local, onde verificaram as imagens das câmeras de vídeomonitoramento e constataram que o carro se tratava de um Volkswagen Gol, cor branca, mas não foi possível identificar a placa do mesmo.

    A identificação dos autores do crime

    Com essas informações, na manhã desta quinta-feira (7), os investigadores da Polícia Civil consultaram parte da placa do carro em um sistema e tiveram acesso ao veículo, ao nome do proprietário e o endereço onde o mesmo reside. Os policiais se deslocaram até a casa do homem, de 23 anos de idade, que acabou confirmando as acusações de que havia efetuado o disparo de arma de fogo contra o segurança.

    Segundo o inspetor Lauro Telles, o homem revelou que a arma utilizada na tentativa de homicídio estava na casa do seu primo, 24, no Bairro São Gregório. “Fomos até a casa do primo dele e o mesmo nos levou até a Rua Julio de Castilhos, local onde estava o revólver calibre 38”, contou Telles. A arma estava embaixo de uma pedra, em uma esquina.

    Os homens foram encaminhados à Delegacia de Polícia, onde prestaram depoimento por várias horas e foram liberados por não haver mais condições de aplicar a prisão em flagrante.

    O revólver foi apreendido e as investigações continuam, afim de concluir o inquérito. A vítima está internada na cidade de Bagé e seu estado de saúde é considerado estável. Segundo informações, possívelmente a vítima seja removida para a cidade de Rio Grande.

    O vídeo

    As imagens das câmeras de vídeomonitoramento do local mostram o momento em que os indivíduos, ao saírem da casa noturna em um Volkswagen Gol, cor branca, colidiram em um carro de cor preta que estava estacionado. Após a colisão, o porteiro foi até o carro para ver os danos que o veículo sofreu.

    Os homens conversam com o porteiro e, segundo a Polícia, eles não queriam que a vítima anotasse a placa do Gol. Foi nesse momento que o suspeito que já está preso apagou as luzes do veículo, abriu o porta-malas e enquanto seu primo conversava com o porteiro, desferiu um disparo à queima-roupa pelas costas da vítima.

     


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