Chega ao fim a greve dos professores do Estado

    Divulgação / FS

    Os professores da rede estadual de ensino decidiram finalizar a greve da categoria, que se estendeu por 53 dias. Isso após assembleia, ontem à tarde, em Porto Alegre. Assim, retornam às aulas na segunda-feira, após a greve mais longa dos últimos 25 anos.

    Os docentes defenderam que é o momento de fortalecer as mobilizações. “Com muita coragem e prudência, vamos suspender a greve. É um recuo tático para voltarmos com muito mais força contra este governo intransigente e autoritário. Essa greve foi histórica, pois, pela primeira vez no Estado, conquistamos o apoio da comunidade escolar”, destacou a presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer. A fala faz referência à ocupação de 200 escolas no Rio Grande do Sul, logo nas primeiras semanas de greve.

    Os educadores aprovaram, no encontro realizado na Casa do Gaúcho, documento enviado pelo governo como resposta às reivindicações apresentadas pelos sindicalistas. Conforme divulgação oficial do Cpers, o governo se comprometeu que aceitará a elaboração de um calendário para a recuperação dos dias letivos, mas descartou perspectivas de reajuste salarial.

    “Há impossibilidade material”, argumentou o Executivo, por meio de documento enviado à central sindical. Também garantiu que “os alunos e professores não serão penalizados pelo exercício das manifestações”. Comprometeu-se a “suprir as escolas de recursos humanos, sempre que necessário, com prorrogação dos concursos públicos vigentes”.

    O governo alertou que, quanto à autonomia financeira das escolas, os montantes serão pagos após o cumprimento da folha salarial dos servidores do Estado e, no que diz respeito à estrutura, lembrou que realizou repasse de R$ 40 milhões, em junho, para obras nas escolas. Sobre o IPE saúde, garantiu que “não há nenhuma proposta sobre alterações do plano (…) e aumento de descontos dos servidores”.

    A assembleia, é importante destacar, também aprovou uma série de ações, como a participação na Marcha Nacional dos Servidores Públicos Federais, Estaduais e Municipais, prevista para o dia 12 de julho, em Brasília. Ainda conforme comunicado do Cpers, é buscada a “construção de uma greve geral” e a realização de uma campanha intitulada “Onde está o meu salário?”. Diante de novos parcelamentos, a categoria defende a realização de atos públicos.

    Folha do Sul