Casal de Bagé necessita de auxílio financeiro para agilizar transplante de rim do filho

    30/junho/2016 às 11h35min
     Atualizado sexta-feira, dia 1 de julho de 2016 às 21h09min
    Tiago Rolim de Moura/Jornal Minuano

    Aos seis meses, o pequeno João Guilherme foi diagnosticado com insuficiência renal crônica, ou seja, um dos rins foi parando de funcionar. Há um mês, o menino passou por um transplante de rim porém, durante o procedimento, os médicos constataram uma doença rara, que é a hipetermia maligna, cuja crise é desencadeada durante a anestesia geral. Por isso, o rim teve que ser retirado.

    Conforme a mãe do garoto, Núria Silva Oliveira, ele foi chamado 15 dias depois de entrar na fila do transplante. “Ficamos empolgados porque geralmente estes procedimentos demoram. O João saiu do bloco cirúrgico muito mal, com a temperatura acima de 40ºC e a pressão muito abaixo do normal. Segundo o médico, o rim transplantado foi de uma criança de 11 anos e pode ter ficado grande, considerando que meu filho tem apenas quatro”, conta.

    O pai de João, Samuel Dullius Machado, relata que o menino chegou a ficar internado em coma induzido e tomou mais de 29 medicações. “Durante o procedimento, detectaram no nosso filho uma doença rara que se manifesta somente com a utilização de anestesia geral. Acontece que este problema é genético e eu e a minha esposa teremos que ir a São Paulo fazer o diagnóstico para confirmar a síndrome e o João poder voltar à fila do transplante”, frisa.

    O garoto, atualmente, usa uma sonda, pois precisa ingerir no mínimo três litros de água por dia para que o rim não pare. Além disso, consulta em um hospital de Porto Alegre uma vez por mês.

    Machado afirma que o menino vive normalmente como qualquer outra criança. A maior preocupação é mantê-lo hidratado adequadamente. O casal busca contribuição dos bajeenses, pois necessitam viajar duas vezes a São Paulo para realizar os procedimentos necessários, já que o hospital da Universidade Federal de São Paulo é um dos únicos lugares do Brasil que executa o processo.

    De acordo com o pai, é preciso arrecadar aproximadamente R$ 3 mil para custear a viagem. “Aceitamos também as passagens aéreas ou hospedagem na cidade, pois não conhecemos ninguém”, comenta.

    Quem estiver interessado em colaborar pode acessar o site de arrecadações virtuais www.vakinha.com.br, chamada “Filho de 4 anos precisando de transplante de rim”.

    Estefânia Borges / Jornal Minuano