O que é feito para combater o tráfico de drogas na Praça de Esportes

    O número elevado de usuários e de acusados de tráfico de drogas que utilizam a Praça de Esportes para consumo e venda de entorpecentes tem preocupado a comunidade. Somente na semana passada, denúncias resultaram na prisão de três jovens suspeitos de comercializar drogas junto ao espaço público.

    Conforme o comandante do esquadrão da Brigada Militar, capitão Augusto Porto, o contexto é ruim. Ele reconhece que há muitos anos o local serve como ponto de uso de drogas por jovens. “Mas o grande desafio é com a família, bons exemplos desde pequeno. Devem ser focados padrões. Se há educação hoje para os filhos jovens, não serão punidos amanhã”, salienta o capitão.

    O comandante, assim, ressalta que além da educação em casa, é necessária uma consciência coletiva. “A polícia nunca trabalhou tanto quanto nos últimos anos. As maiores apreensões de drogas foram em Bagé. Isso não acaba. Mas a falha é sistêmica. O problema é nacional”, argumenta.

    Ações
    O capitão, porém, garante que a Brigada Militar realiza ações preventivas e de combate ao tráfico no local. “Essas prisões foram frutos de denúncias, mas ali há sempre fiscalização. O Pelotão de Operações Especiais (POE) realiza diversas operações nas praças e também estamos em andamento com a Operação Avante, que busca coibir o tráfico de drogas”, completa Porto.

    Ele conclui dizendo que a Brigada Militar também disponibiliza, além do serviço de emergência 190, a possibilidade de denúncia anônima pelo Whatsapp, pelo número (53) 9704 0632. Tais mecanismos, cita, contribuem para coibir a comercialização dos entorpecentes.

    Jornal Folha do Sul