Bagé registra surto de caxumba

    21/junho/2016 às 10h23min
     Atualizado terça-feira, dia 21 de junho de 2016 às 15h51min
    Divulgação/FS

    A caxumba virou uma das principais preocupações da comunidade bageense nos últimos dias. Conforme noticiado na edição anterior, a maioria dos atletas do Grêmio Esportivo Bagé (GEB) foi atingida por um surto da doença. Mais de 100 casos, até o momento, foram registrados na cidade.

    A coordenadora da vigilância epidemiológica – setor de doenças transmissíveis, da 7ª Coordenadoria Regional de Saúde, Sheila Tavares, explica que os casos de pessoas infectadas com a doença, em 2016, tiveram aumento a partir de maio. “Até o momento, foram confirmados cerca de 110 casos na cidade. Em maio, o surto surgiu no Exército, com 45 registros. Então, seria anormal se o município não contabilizasse nenhum caso, devido à rotatividade de pessoas”, comenta.

    Sheila informa que em diversos bairros da cidade foi confirmada a doença. “Entre eles, Castro Alves, Morgado Rosa, Passo das Pedras, Floresta e Santa Cecília. É uma doença altamente contagiosa, através da saliva e gotículas. Cabe ressaltar que é um surto. Não é epidemia”, completa.

    A coordenadora enfatiza que a caxumba é uma doença benigna. “A qualquer suspeita, o paciente deve procurar um médico. É importante que aqueles que tiveram ou têm contato com pessoas com a doença, mesmo que não estejam com os sintomas, devem procurar um posto de saúde para serem imunizados com a vacina”, informa.

    Infecção

    Conforme o Ministério da Saúde, a caxumba é uma infecção com grande ocorrência no Brasil. É uma doença contagiosa, principalmente pela saliva e secreções das vias aéreas. É facilmente detectável, principalmente porque, na pessoa acometida pela doença, há inflamação e o inchamento das glândulas salivares; dores e sudorese, náuseas, além de zumbido no ouvido.

    Esses sintomas podem ser facilmente detectáveis. Em homens adultos, ocorre orquiepididimite (processo inflamatório que envolve os testículos) em aproximadamente 20% a 30% dos casos. Em mulheres, pode ocorrer ooforite (inflamação nos ovários), com menor frequência, acometendo cerca de 5% dos casos.

    Aproximadamente um terço das infecções pode não apresentar aumento, clinicamente aparente, dessas glândulas. O sistema nervoso central, com frequência, pode estar acometido sob a forma de meningite asséptica, quase sempre sem sequelas. Mais raramente, pode ocorrer encefalite (doença rara, caracterizada por inchaço e inflamação do cérebro).

    Vacinação

    A vacinação é a única maneira de prevenir a doença. O esquema vacinal vigente é:

    – Para indivíduos de 12 meses a 19 anos de idade: administrar duas doses, conforme situação vacinal encontrada

    – Administrar a primeira dose aos 12 meses de idade com a vacina tríplice viral e a segunda dose, exclusivamente, aos 15 meses de idade com a vacina tetra viral, para as crianças que já tenham recebido a primeira dose da vacina tríplice viral

    – Para as crianças acima de 15 meses de idade, administrar a vacina tríplice viral observando o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses. Considerar vacinada a pessoa que comprovar duas doses de vacina com componente sarampo, caxumba e rubéola

    – Para indivíduos de 20 a 49 anos de idade: administrar uma dose, conforme situação vacinal encontrada. Considerar vacinada a pessoa que comprovar uma dose de vacina com componente sarampo, caxumba e rubéola ou sarampo e rubéola.

    Folha do Sul