Avança a negociação entre governo do Estado e Cpers para fim da greve

    18/junho/2016 às 15h52min
     Atualizado sábado, dia 18 de junho de 2016 às 15h52min
    (Foto: Ilustrativa/Jackson Ciceri)

    Após a desocupação do Centro Administrativo do Estado (Caff) pelos professores, nesta sexta-feira (17), terminou com avanço no início da tarde a reunião entre integrantes do governo e do Cpers/Sindicato. O secretário interino de Educação, Luis Alcoba, se comprometeu a abrir mão da revisão dos valores pagos a professores pela gratificação de difícil acesso.

    Caso a greve seja encerrada, Alcoba também se comprometeu a viabilizar o pagamento pelos dias parados, mas exigirá a recuperação das aulas.

    “Nós vamos ter que correr contra o tempo para recuperar o calendário escolar. Ainda temos tempo, mas as escolas terão de ter aulas nas férias e finais de semana até o fim do ano”, explicou o secretário.

    Segundo ele, os outros pontos da pauta de reivindicações continuarão sendo discutidos. No entanto, evitou prometer avanços nos salários dos docentes.

    “Apresentamos uma pauta concreta, estamos sendo bem realistas. Só nos comprometemos com o que podemos, já que a questão financeira nós não temos condições de atender, porque a economia do Estado não está equacionada”, disse.

    A presidente do Cpers, Helenir Schürer, comemorou as propostas, mas ressalta que é preciso continuar a discussão.

    “A pauta não está completa, mas reconhecemos que houve avanço. Pedimos agora um voto de confiança em relação à recuperação das aulas. Já que nós não temos nenhuma proposta de reajuste, que não seja cortado o ponto dos grevistas. Que seja pago o salário porque nós recuperaremos, como sempre fizemos”, afirmou.

    Na próxima segunda-feira (20), o comando de greve do Cpers se reunirá para avaliar o movimento. Uma assembleia da categoria deve ser convocada nos próximos dias para avaliar o fim da paralisação.

    Sobre as ocupações de escolas, a Secretaria de Educação ainda aguarda a resposta de estudantes após mais uma rodada de negociações. Apesar da determinação da Justiça para a liberação, o governo calcula que aproximadamente 38 prédios seguem com restrição, e outros 60 foram liberados.

    Gaúcha