Laços do Maio Amarelo destacam campanha de conscientização no trânsito de Bagé

    Yuri Cougo

    Durante a manhã de ontem, a pintura de quatro laços simbolizando o número de mortes no trânsito em Bagé no ano de 2015 marcou as atividades da campanha Maio Amarelo. A campanha é promovida pela Secretaria Municipal de Transportes e Circulação – SMTC. O movimento foi criado em 2010, quando a Organização das Nações Unidas instituiu o período entre os anos de 2011 a 2020 como a “Década de ações para a segurança no trânsito”.

    Em Bagé, são desenvolvidas ações neste sentido durante o ano inteiro, e a campanha é intensificada durante o mês de maio. Na cidade, em 2015, houve uma queda considerável no número de mortes no trânsito: foram registrados quatro casos, o que significa uma redução de 50% com relação a 2014, quando houve oito mortes. Neste ano, até ontem, foram cinco vítimas fatais, sendo duas delas somente esta semana.

    O titular da SMTC, Paulo Thomas, explica que as ações da campanha envolvem diversas atividades. “Realizamos blitz, ações educativas em escolas e empresas e um trabalho forte voltado aos motociclistas”, enumera. Ele conta que os motociclistas são as principais vítimas de acidentes fatais. “Das cinco mortes registradas em 2016, a primeira que envolveu um condutor de carro foi da madrugada (de ontem)”, elucida. O secretário salienta que a maioria dos acidentes é causado pela imprudência dos motoristas. “Antes do acidente, sempre existe um fator de risco assumido pelo condutor”, finaliza.

    A coordenadora de educação para o trânsito da SMTC, Valdenise Pintos, conta que, em Bagé, foram instituídas metas específicas para o trabalho. “Além do trabalho estabelecido pela ONU, aqui na cidade realizamos campanhas voltadas aos motociclistas que são a maioria das vítimas de acidentes”, conclui.

    O instrutor do Centro de Formação de Condutores (CFC Cebal), Roger Ravaza, afirma que, nas aulas, a busca pela mudança de comportamento é constante. “Muitas pessoas esperam pela mudança na lei, mas, na verdade, tem que existir é uma mudança de comportamento dos condutores”, pondera.

    Folha do Sul