Soja já contabiliza prejuízo de R$ 59 milhões, diz Emater

    (Foto: Divulgação)

    O laudo técnico que a Emater entregou para a Defesa Civil do Município, para embasar a decretação da Situação de Emergência, datado de 20 de abril de 2016, destaca que “(…) Com a valorização internacional da soja, os produtores locais foram seduzidos a entrar na atividade – paralelamente à lavoura de arroz ou de maneira especializada. Com o esgotamento das fronteiras agrícolas no estado, produtores de outras regiões aportaram nosso município, onde encontraram terras menos valorizadas e grandes áreas, causando uma evolução da área plantada muito significativa, que evoluiu de 20.000 hectares na safra 2002/2003 para 76.000 ha nas três últimas safras, incluindo a de 2015/2016”.

    E continua: “As condições climáticas que se estabeleceram desde o dia 02 de abril, em que a alta umidade relativa do ar, temperaturas elevadas e pressão atmosférica baixa ocasionam chuvas quase diárias seguidas de dias nublados, com intervalos pequenos sem chuva, que não dão condições de colher. Nessa conjuntura, as estradas também não oferecem condições de transportar o produto”.

    Conclui, afirmando que até o dia 20 de abril passado, “(…) Contabilizamos uma perda de 30%, com perspectiva de aumentar este percentual. Considerando a cotação da soja na mesma data, que era de R$ 70,00, já temos um prejuízo de R$ 59.052.000,00 (cinquenta e nove milhões e cinquenta e dois mil reais) “(considerando-se uma área plantada de 76 mil ha, área colhida de 19 mil ha, média 2014/2015 scs/60 kg – 37, colhidos 2014/2015 scs/60 kg – 2.812.000, perdas scs/ 60 kg – 843.600).

    Silvio Bermann