1/3 dos prefeitos gaúchos deixará de concorrer à reeleição

    Um levantamento realizado pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) mostra que um terço dos prefeitos aptos a concorrer no Estado não irá se candidatar às eleições deste ano. A entidade encaminhou questionário a 152 chefes de executivo que poderiam buscar segundo mandato. Desses, 51 (33,5%) decidiram não participar do pleito. As principais justificativas apresentadas estão: desencanto com a política e crise financeira. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (21).

    A pesquisa apontou ainda que existem ao menos 24 municípios em que prefeito e vice optaram por não entrar na disputa eleitoral. “Ver prefeitos se afastarem da gestão pública é algo que nos preocupa. O fenômeno, no entanto, é compreensível. A falta de recursos dificulta a administração dos municípios. Da mesma forma, o descrédito da atividade política faz com que muitos gestores avaliem se vale a pena seguir na luta”, explica o vice-presidente da Famurs, Ederildo Paparico Bacchi

    Em 2015, como consequência da queda na arrecadação do Estado e da União, os municípios gaúchos deixaram de receber R$ 956 milhões. Já os recursos estaduais, além de caírem, são repassados com atraso. O prefeito de Dom Pedro de Alcântara, Marcio Biasi, diz que o Piratini deve R$ 640 mil ao município. “A frustração é total. Diminuiu a arrecadação. Por outro lado, aumentaram os encargos que o município recebeu da União e do Estado”, reclama.

    O prefeito de Pejuçara, Eduardo Buzzatti, também revela desencanto com a política. “Antigamente a gente fazia política no fio de bigode. Hoje, a necessidade de se coligar com diversos partidos dificulta a gestão pública. A atividade política perdeu a inocência”, opina.

    As eleições municipais ocorrem no dia 02 de outubro.

    Matheus Schuch/Clic RBS


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