Escola da Capital fecha duas vezes na semana por medo da violência

    23/março/2016 às 00h00min
     Atualizado quarta-feira, dia 23 de março de 2016 às 00h00min
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    A Escola Estadual de Ensino Fundamental Erico Verissimo, no bairro Jardim Carvalho, zona leste de Porto Alegre, teve de fechar as portas na tarde de terça-feira por medo da ação de traficantes da região. Na madrugada de ontem, um homem foi assassinado na Rua Comendador Eduardo Seco, a mesma da instituição. A direção fechou novamente na tarde desta quarta-feira (23) por temor dos criminosos, prejudicando 551 estudantes. 

    Conforme a diretora, Silvia Faturi, vários pais de alunos foram até o local hoje para levar os filhos para a casa, e isso vem acontecendo com frequência. Durante a manhã a instituição consegue com mais frequência funcionar normalmente, mas durante a tarde a situação costuma piorar. Há informações no bairro de que homens armados estariam rondando a região, em vingança ao homicídio ocorrido. Segundo ela, estes movimentos são comuns no bairro, e assustam os funcionários.

    A diretora diz ter comunicado a Secretaria de Educação do Estado sobre o ocorrido. Silvia diz que a comunidade pede que uma viatura da Brigada Militar fique nas proximidades da instituição para que os alunos possam estar em segurança. A secretaria diz não ter recebido nenhuma notificação. 

    Por causa das ações de criminosos da região, o 20º Batalhão de Polícia Militar fez uma operação no bairro nesta manhã, inclusive com auxílio do helicóptero da polícia. Conforme o tenente-coronel Egon Kvietinski, comandante do batalhão, foram feitas verificações, mas ninguém foi encontrado. Ele garante que o local está tranquilo e que viaturas do Patrulhamento Escolar visitam com frequência a escola.

    Guerra de traficantes
    O bairro Jardim Carvalho fica próximo aos bairros Bom Jesus e Vila Jardim, que desde dezembro vivem um conflito entre traficantes. Em fevereiro, Porto Alegre teve número recorde de homicídios: 75. É o maior número deste tipo de crime desde a criação do Departamentos de Homicídios da Polícia Civil, em 2013. 

    Fonte: Gaúcha
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