Semana Crioula vence adversidades e se mantém como principal festa de Bagé

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    Quatro dias de festa na Associação e Sindicato Rural de Bagé comprovaram que mesmo com dificuldades econômicas, a paixão pela tradição é superior aos problemas atuais do país. Isso porque a 37ª Semana Crioula Internacional esteve ameaçada de não sair por conta da crise econômica que assola o Brasil. As informações são do Jornal Folha do Sul. 

    Porém, em um esforço da diretoria da Rural, o evento foi mantido e, mesmo que tenha sido apresentado de forma mais comedida em suas atrações, manteve vivo seu legado de ser a festa mais campeira do Mercosul.

    Em entrevista à rádio Difusora de Bagé, o presidente da Associação e Sindicato Rural, Rodrigo Borba Moglia, destacou todo o trabalho para manutenção do evento que envolve mais de 200 pessoas em sua realização. 

    “Nosso compromisso é não deixar morrer as festas tradicionalistas, nem a nossa cultura. Entendemos que fomentando a Semana Crioula, estamos fomentando o desenvolvimento de Bagé e região”, comentou Moglia. Ele citou que o retorno das pessoas no Parque Visconde de Ribeiro Magalhães nos dias do evento e o grande número de inscritos para as provas campeiras reiteram que mesmo com custos elevados para produzir a festa, ela foi um sucesso.

    Inscrições superam expectativas

    Quem enfrentou o final de semana de tempo fechado, pôde acompanhar tanto apresentações artísticas que este ano ressaltaram o talento dos artistas locais, quanto assistiu a destreza e habilidade de alguns dos principais ginetes do Estado com cavalos e gado de grande qualidade. É essa parte campeira que tanto atraí o público que foi um diferencial para o evento, como menciona o coordenador, Eduardo Moglia Suñe. 

    “Surpreendeu-nos  o número de inscrições do laço. Isso é importante porque é uma festa que não iríamos fazer, mas acabou superando as expectativas com gente de todo o RS, Santa Catarina e Paraná que vieram participar. Para as inscrições de laço em equipe tivemos que encerrar antes do tempo, ficando em 50 grupos e colocando 250 homens nessa prova que foi uma novidade. 

    Já nas duplas de laço foram 330 inscritos, número incrível, demonstrando que comparado aos rodeios no Estado, que estão em decréscimo em participação por conta dos prejuízos que o mormo trouxe, o nosso evento se apresenta cada vez com mais credibilidade”, declara Suñe.

    Carnaval do homem do campo

    O coordenador  registra que foi uma festa feita com pouco tempo de trabalho, pois a princípio não seria realizada e, por isso, mesmo com uma programação enxuta, se caracterizou por amplo sucesso. Suñe aponta, ainda, que a festa precisa ser mantida pela sua importância cultural e até econômica para a cidade, valorização que já foi identificada em pesquisa que a indica como evento principal para a população de Bagé e região. Em um ano que a Prefeitura de Bagé não realizou o carnaval, a Rural conseguiu fazer o “carnaval do homem do campo”, como declara Suñe. 

    “Não tenho dúvida que para a próxima edição com um apoio do poder público poderemos fazer da Semana Crioula a maior festa campeira do Estado. Tenho toda a certeza disso porque ela é movida pela paixão da comunidade e, principalmente, pelo homem do campo que espera todo o ano para participar dela”, pondera o coordenador da 37ª Semana Crioula Internacional.

    Na edição de amanhã, no jornal FOLHA do SUL, o público poderá conferir o resultado do laço e das gineteadas, bem como do ato de inauguração da festa.

    Fonte: Jornal Folha do Sul
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