Dois réus foram interrogados durante a manhã deste segundo dia de júri

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    Na manhã desta terça-feira (08), às 10hs, foi retomado o Júri Popular do caso Mersinho. Inicialmente, será feito o interrogatório dos acusados e, posteriormente, o debate entre defesa e acusação.

    O primeiro réu a depor foi Mauro Antônio Comin:

    O réu revelou que houve um confronto entre ele e Mersinho antes da segunda agressão que culminou na morte da vítima. No primeira troca de socos, Comin estava acompanhado de Rogério Motta. 

    O réu admitiu ter chutado a vítima Mersinho na cabeça, com cerca de cinco ou seis pontapés. Comin disse que Mersinho estava incomodando e dirigindo palavras de baixo calão para ele e mais pessoas.

    Comin também se disse arrependido e que não tem um dia que não pense no fato. Neste momento, Mauro se emocionou e afirmou que não faria de novo. Ele disse ainda que, por ser taxado como o mais rico dos acusados, ele foi tido como o principal autor do crime. Mauro falou à defesa de Melinho que não o viu no momento das agressões, e que ele e Rogério Motta, primeiramente, foram agredidos por Mersinho.

    Os defensores de Comin o questionaram sobre o fato, e ele disse que Edmar começou a briga desferindo golpes com capacete em Emerson, e que o acusado foi denunciado por lesão corporal seguida de morte e, por esse motivo, responde processo separadamente dos quatro réus julgados hoje.

    “Se Edmar não tivesse agredido Emerson”, Comin afirma que não teria agredido a vítima, pois estava com medo de Mersinho, já que a mesmo fazia menção de estar armado. O réu nesse momento foi às lágrimas mais uma vez ao lembrar que assumiu os negócios da família cedo, com 20 anos, quando o seu pai faleceu.

    Logo em seguida, Comin revelou que na época do crime ele era presidente de uma conhecida comunidade católica, e que ele estava realizando projetos sociais para crianças carentes.

    O réu finalizou seu depoimento dando um recado à família de Mersinho: "Eu sei que a vida dele não vai voltar e eu ainda vou pedir desculpas pra ele em outra vida, pois eu não queria matá-lo e ele sabe disso".

    O segundo a ser interrogado foi o réu Eduardo da Silva Mello “Melinho”:

    Ao relatar como foi o fato, Melinho disse que golpeou a vítima com o que ele acredita ter sido um foguete. Ele ainda disse que agrediu Mersinho pelo motivo de achar que o mesmo estava armado, pois a vítima colocava a mão na cintura.

    "Fui no instinto de defender meus amigos, Mauro e Motta", declarou o réu. "Sou colorado, não tinha motivação e não estava de cabeça quente", afirma o réu que também se emocionou muito e foi às lágrimas.

    "Me arrependo disso todos os dias da minha vida", revela Mellinho chorando muito. Por esse motivo, o júri teve que ser suspenso por alguns minutos.

    Melinho disse que foi desnecessária a atitude do delegado José Renato na época, quando a autoridade policial fez com que os presos fossem conduzidos ao Presídio passando pelo centro da cidade. "Quando cheguei no presídio eles (presos) queriam nos matar. O que o delegado fez, não precisava (choro)".

    "Fui embora de Dom Pedrito para reconstruir a minha vida. Eu tinha vergonha. Minha vida acabou", disse Melinho, que reside atualmente em Santa Cruz do Sul.

    Após o réu ser interrogado ocorreu o intervalo para o almoço. Durante a tarde Rogerio Motta Duarte e Tiago Ojeda Rockemback serão interrogados. Após, iniciarão os debates entre defesa e acusação.

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