Escola Alexandre Vieira passa por inúmeras dificuldades: cobras, pasto alto e desatenção por parte do Executivo são algumas delas

    1/março/2016 às 00h00min
     Atualizado terça-feira, dia 1 de março de 2016 às 00h00min
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    Com 235 alunos, a Escola Municipal Alexandre Vieira está passando por inúmeros problemas. Nesta terça-feira (01), nossa reportagem esteve no local conversando com a diretora da instituição, Rosele Correa, que nos recebeu lamentando a desatenção com que a escola é tratada por parte do Executivo municipal.

    A diretora nos revelou que, durante a semana passada, a equipe diretiva – juntamente com mais funcionários, chegaram à escola para realizar uma limpeza e encontraram 13 cobras no interior da instituição. Nos fundos do local, o pasto está muito alto; o que preocupa pais, alunos e professores, pois muitas destas cobras podem se abrigar em meio a grande quantidade de pasto.

    “Essa não é a primeira vez que aparecem cobras por aqui. No ano passado, uma professora teve que interromper a aula porque uma cobra foi encontrada no meio da sala de aula”, revela a diretora, acrescentando que, ainda no ano passado, outra cobra foi encontrada na sala dos professores.

    “Já pedimos para a Prefeitura limpar diversas vezes a escola, mas infelizmente a limpeza que fizeram foi só na frente da escola. Na semana passada, eles vieram cortar o pasto, mas deixaram a parte de trás como estava”, manifesta Rosele.

    Ela ainda disse que a mãe de uma professora irá pagar uma pessoa para cortar o pasto de toda a escola.

    Laboratório de Informática fechado por falta de manutenção

    Outra situação lamentável é que a escola não é pintada desde o ano de 2009. “Tem tinta, mas não tem a mão de obra”, afirma a diretora. O laboratório de informática – doado por Gustavo Lermen em 2009 – funcionou até o ano passado, quando Gustavo ainda pagava uma pessoa para realizar a manutenção nos computadores. A partir daí, segundo a diretora, ele entregou a sala aos cuidados da Prefeitura.

    “Depois que ele parou de dar a manutenção, o laboratório começou a funcionar de forma precária, até parar de funcionar totalmente. Temos máquinas novas, mas a Prefeitura não nos envia nenhum técnico em informática para colocar as máquinas em funcionamento”, declara.

    Brinquedos sem manutenção

    As duas pracinhas da escola estão com os brinquedos sem manutenção há muito tempo, segundo a diretora. “Eles alegam que não tem quem faça o trabalho”, diz.

    Ventiladores novos não podem ser instalados

    A escola conta com 18 ventiladores novos, ainda guardados na caixa, que não podem ser instalados, pois a fiação não é adequada para suportar a carga elétrica exigida pelos aparelhos. De acordo com Rosele, os ventiladores que estão instalados nas salas de aula funcionam precariamente. “No verão, professores e alunos passam muito calor, pois os ventiladores não têm mais força”, relata. “A escola sempre passou por dificuldades devido a desatenção do poder público, mas neste governo as coisas só pioraram”, finaliza a diretora. 

    Setor de jornalismo: portal@qwerty.com.br