Policiais fazem festa de aniversário para menina vítima de estupro em Capão da Canoa

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    Após ser levada por um homem em uma bicicleta e ter sido reencontrada, uma menina de 6 anos ganhou uma festa de aniversário na tarde desta quinta-feira (18). Mas em um local pouco comum: a delegacia de polícia de Capão da Canoa, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.

    A própria delegada responsável pelo caso, Sabrina Deffente, comprou um presente para a menina. Uma boneca do desenho Frozen. “Eu descobri que ela gostava da história em um depoimento. Disse que queria a boneca”, conta a policial. E os agentes da delegacia juntaram dinheiro para comprar material escolar para a garota.

    Mas os presentes não pararam por aí. A delegada conta que a comunidade de Capão de Canoa ficou comovida com a história e, desde que o caso veio à tona, não pararam de chegar agrados para a menina no local. Na tarde desta quinta-feira, uma empresa da cidade anunciou que vai doar uma cama de Frozen para a garota.

    Para fechar a festa, a mãe da menina levou um bolo, em sinal de agradecimento ao trabalho da polícia. A garota ficou emociada em meio ao parabéns e a tantos presentes, conta Sabrina. “Ela ficou até chocada. Quando soprou o bolo disse que queria a boneca e eu levei para ela.” Para a festa de aniversário, a menina foi acompanhada da mãe, de uma irmã e uma prima.

    Polícia conclui inquérito que investiga estupro

    O inquérito que investiga o abuso na menina foi concluído nesta quinta-feira e deve ser remetido para o Judiciário na sexta-feira (19). Conforme a delegada Sabrina Deffente há indícios suficientes para indiciar por estupro de vulnerável Marco Aurélio Bitencourt, 41 anos, preso na noite do dia 9 de fevereiro.

    Já um familiar do homem vai responder por omisso de socorro. Ele estava casa onde ocorreu o estupro e largou a menina em uma rua próximo de onde foi sequestrada. A delegada observa que ainda restam laudos da perícia, como o exame do corpo de delito e a avaliação psiquiátrica feita na menina após o estupro. Também resta a análise do celular, encontrado na casa do homem. O material deve ser anexo no inquérito após a entrega pela perícia.

    Fonte: g1.globo.com
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