Associação de Saúde Coletiva apoia decisão do RS de suspender uso de larvicida

    16/fevereiro/2016 às 00h00min
     Atualizado terça-feira, dia 16 de fevereiro de 2016 às 00h00min
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    Um dia após esclarecer que não relaciona casos de microcefalia com a aplicação de larvicida a base de pyriproxyfen, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) elogiou nesta terça-feira (16) a decisão da Secretaria Estadual da Saúde de manter suspensa a aplicação do veneno. Segundo a entidade, o Rio Grande do Sul é um dos estados considerados referência na adoção de medidas alternativas no combate ao mosquito Aedes aegypti. Coordenador do Grupo de Saúde da Abrasco, Marcelo Firpo diz que foi informado das ações adotadas no Rio Grande do Sul.

    "Damos suporte a essa perspectiva (de proibir o larvicida no Rio Grande do Sul). Existem alternativas viáveis de combate e prevenção mecânica em relação aos recipientes que são potencialmente focos de criadouros. Também somos radicalmente contrários ao fumacê em espaços públicos com uso de uma substância provavelmente cancerígena (malation) e ao envenenamento de água para consumo em residências", diz o representante da Abrasco. 

    Entre as ações "mecânicas" preferíveis ao veneno, Firpo destaca a colocação de telas ou outras coberturas em recipientes que armazenam água potável. O larvicida era usado nestes locais, comuns em pequenos municípios e residências sem água encanada.

    A suspensão do uso do larvicida no Rio Grande do Sul começou depois de um estudo argentino – citando nota técnica da Abrasco – ser compartilhado informando que o pyriproxifen seria causadora da má-formação em bebês. A Abrasco nega a afirmação.

    "Em nenhum momento na nossa nota técnica relacionamos o uso do larvicida como causa direta de microcefalia. Não existem evidências em relação a isso. O que criticamos é o uso centrado em venenos. É um contrassenso sanitário", explica Firpo.

    A suspensão do uso do pyriproxyfen não tem respaldo do Ministério da Saúde. A pasta alega que só distribui aos estados larvicidas recomendados pela Organização Mundial da Saúde. No entanto, salientou que os estados têm autonomia para definir as ações de combate ao Aedes aegypti.

    Fonte: gaucha.clicrbs.com.br
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