Bons motivos para fazer um curso técnico

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    Foi-se o tempo em que o curso técnico era o "Plano B" de quem não passava no vestibular. Hoje, a formação profissional está preenchendo várias das demandas que os novos mercados de trabalho têm criado. 

    Mariana da Silva, 30 anos, é formada no Ensino Superior há 10 anos. Por hobby, a ex-designer gráfica resolveu procurar o curso técnico em Gastronomia para desanuviar a cabeça nas horas vagas. Após estagiar em uma confeitaria de destaque em Florianópolis, não quis mais voltar ao Design: se formou, conseguiu um emprego fixo na mesma confeitaria e, no fim, foi parar no Café François, onde passa os dias a fazer o que mais gosta: pão. 
     

    — Sempre fui apaixonada pela Gastronomia, mas entrei só para saber como era, queria conhecer melhor a área. Uma coisa foi levando à outra e hoje eu me pergunto: por que não fiz isso há dez anos? — comenta Mariana. 

    Com inscrições para o processo seletivo abertas até 19 de maio, o Instituto Federal de SC (IFSC) identifica estas mudanças no cenário educacional e valoriza o ensino profissionalizante em Santa Catarina. Para o próximo semestre, a instituição oferece mais de 2,3 mil vagas gratuitas em 63 cursos técnicos distribuídos em 15 cidades de SC. Há vagas para as três modalidades de curso técnico oferecidos, tanto para quem está entrando no Ensino Médio como para quem já se formou há muito tempo. 

    Diretor de desenvolvimento do ensino do IFSC, o professor Paulo Wollinger acredita que um dos principais motivos para a valorização dos técnicos é a demanda que o crescimento da economia vem criando. Ele conta que, mesmo com adaptações feitas pelo Instituto para se adequar às necessidades locais, uma parte considerável dos estudantes já sai com um emprego na mira. 

    — As empresas entram em contato conosco, vão atrás de nossos estagiários, mas nunca conseguimos suprir a demanda do mercado de trabalho de forma ideal — relata Wollinger. 

    Para saber mais sobre a quantidade de vagas oferecidas, acesse o portal do IFSC. As inscrições devem ser feitas no Portal de Ingresso do Instituto, onde também estão disponíveis os editais com todas as informações. A taxa de inscrição é de R$ 30 e deve ser paga até 20 de maio. As provas estão marcadas para o dia 15 de junho. 

    De olho nos técnicos

    Acesso rápido à profissão 
    Os cursos técnicos levam dois anos, em média, enquanto uma graduação dura pelo menos quatro anos. Além de ajudar os mais indecisos a se encontrarem profissionalmente antes de investir em uma faculdade, o estudante de um técnico já sai pronto para exercer uma atividade específica. Os cursos de Saneamento, Mecânica, Química, Administração ou Eletroeletrônica, por exemplo, são bem mais focados que as graduações, pois vão direto ao ponto. 

    Formação especializada e segmentada 

    Você já pensou em fazer uma faculdade em Malharia? Ou em Refrigeração e Climatização? Provavelmente não Técnicos em áreas específicas costumam valorizar demandas regionais específicas e sua oferta varia de acordo com o mercado de trabalho. Assim, nada impede que um aluno saia do técnico para uma graduação na área, mas pelo contrário – ter um "quê" a mais em uma atividade pouco abordada no Ensino Superior pode ser o diferencial na hora de procurar emprego. 

    Mercado de trabalho em alta 

    Ok, embora isso nem sempre aconteça, uma pessoa com diploma de graduação pode até acabar ganhando mais dinheiro no auge da carreira. Mas quantos formados você conhece que largaram a área de atuação, por exemplo, por um emprego totalmente diferente? O mundo está cada vez mais especializado, por isso, o foco dos cursos técnicos se torna uma vantagem cada vez maior em relação a formações mais abrangentes. 
     

     

    Fonte: Diário Catarinense
    Setor de jornalismo: portal@qwerty.com.br