Dom Pedrito – Em entrevista, provedor da Santa Casa aborda diversos assuntos referentes à instituição

    24/dezembro/2015 às 00h00min
     Atualizado quinta-feira, dia 24 de dezembro de 2015 às 00h00min
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    Em uma entrevista realizada pela nossa reportagem, em parceria com a reportagem do Jornal Ponche Verde, o provedor da Santa Casa de Caridade de Dom Pedrito, Luiz Carlos Moraes Costa, abordou questões referentes ao hospital. Contratos médicos, subvenções à instituição e as dificuldades de administrar os recursos públicos cada vez mais escassos que são mandados pelo Governo Federal, foram os assuntos abordados durante a entrevista. 

    Moraes enxerga uma dificuldade anual na questão de renovação contratual com médicos já que, segundo ele, a Prefeitura banca os contratos médicos via Pronto Socorro (PS). O provedor explica que, por via de regra, a entrada de pacientes no hospital é via Pronto Socorro. “Se a internação for feita na Santa Casa, fica difícil transferir o paciente caso necessário, já que no pronto atendimento é mais fácil fazer isso. Então, os médicos do PS é que fazem a avaliação, por isso os pacientes são observados durante um período de tempo lá (no Pronto Socorro)”, explicou. 

    A crise também afetou o hospital, pois Moraes disse que o grande problema é que o Tribunal de Contas do Estado proibiu a prefeitura de pagar os sobreavisos estabelecidos nos contratos (devido ao Limite Prudencial imposto), e a Santa Casa não tem condições de bancar os pagamentos, sendo os repasses do Sistema Único de Saúde (SUS) destinados apenas aos pacientes. ““63% dos repasses são feitos pelo SUS, os outros 37% são bancados pela comunidade”, esclarece Moraes. “Em uma reunião realizada no ano passado com o secretário de Saúde Ciro Simoni, o secretário explicou ao prefeito que a saúde também é municipal. Sendo assim, há a possibilidade de repasses diretos da Prefeitura”, enfatizou o provedor. 

    Para encontrar uma solução para o problema, foi levada uma proposta ao prefeito em que a Santa Casa pagaria os contratos e a Prefeitura pagaria os custos das Autorizações de Internação Hospitalar (AIH). No acordo estabelecido está apenas o valor complementando os repasses de AIH para suprir os valores dos contratos médicos, que ficou estabelecido em R$ 62.208,00. O contrato também contemplaria novos médicos especialistas para o município, ampliando o atendimento em algumas áreas. Resta saber se será possível que a prefeitura tenha como cumpri-lo dentro das possibilidades financeiras atuais. Assim, a Santa Casa arcaria com os custos contratuais de médicos e a prefeitura com os custos de Autorização de Internação Hospitalar. “A Prefeitura teria uma economia a longo prazo, poupando com transportes e outros gastos (como diárias); seria um investimento (ampliando especialidades) para os pacientes serem atendidos aqui” comentou. 

    A Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) já está em construção e deverá ser realizada em um prazo de oito meses, financiada pelo Engenho Coradini. A Santa Casa será responsável por equipar a UTI, já constando no orçamento do Estado e dependendo da assinatura do secretário de Saúde. 

    Lavanderia da Santa Casa é uma das melhores do Estado, diz Moraes

    De acordo com Moraes, a Santa Casa tem uma das lavanderias modelo do Estado. Há o processo de separação das roupas sujas em salas separadas, onde são pré lavadas e conduzidas a outros processos de lavagem, com componentes de limpeza medidos conforme o volume de roupas dentro da máquina principal. O processo evita que material seja desperdiçado. 

    As roupas também são separadas por salas, assim como cobertores são devidamente ensacados com toda segurança para evitar materiais infectados. 

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