Dom Pedrito – Funcionalismo estadual irá realizar greve unificada por três dias

    19/agosto/2015 às 00h00min
     Atualizado quarta-feira, dia 19 de agosto de 2015 às 00h00min
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    Diversos funcionários públicos do estado que atuam em órgãos na cidade de Dom Pedrito rumaram em direção à Porto Alegre nesta manhã, para participar do maior movimento sindical protagonizado na capital de todos os gaúchos. O ato, que está acontecendo nesta terça-feira (18), vai fazer parte da história do Rio Grande do Sul, pois é a primeira vez que diversas categorias do funcionalismo estão reunidas em uma Assembleia Geral unificada.

    Já está definido que a paralisação das atividades deverá acontecer por um período de três dias, a partir de amanhã (19). De acordo com as lideranças do movimento, a “greve de advertência”, como está sendo denominada, será uma resposta do funcionalismo às medidas adotadas pelo governador José Ivo Sartori para combater à crise econômica que o estado está enfrentando, culminando, principalmente, com o parcelamento dos salários. 

    Diversas categorias já aderiram à esta paralisação, dentre elas estão trabalhadores ligados ao Cpers/Sindicato, os Sindicatos do Ensino Privado (Sinepe) e dos Técnicos-Científicos (Sintergs) do Rio Grande do Sul, Associação dos Fiscais Agropecuários (Afagro) e também Ugeirm Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia.

    Aproximadamente 30 mil pessoas devem participar da assembleia, que será realizada na tarde de hoje, no Largo Glênio Peres, em Porto Alegre. Em seguida, os manifestantes irão fazer uma caminhada em direção ao Palácio Piratini, onde realizarão um protesto. Além do pagamento em dia dos vencimentos, o funcionalismo pede a retirada de alguns projetos que o Executivo enviou para a Assembleia Legislativa, como os projetos que instituem a lei de responsabilidade fiscal estadual e a previdência complementar. 

    De acordo com o Inspetor de Polícia, Lauro Telles, que está em Porto Alegre e participa das manifestações “a Polícia Civil irá realizar uma greve de três dias, e em caso de novo parcelamento, mais quatro dias a partir de 31 de agosto”.

    O Agente da Susepe, Tiago Batista Duarte, que hoje está de plantão no Presídio Estadual de Dom Pedrito, disse que “Diante do posicionamento autoritário do governo e depois de demonstrar que não está disposto a ter qualquer tipo de diálogo com os servidores, a decisão de entrar em estado de greve pelos próximos três dias já era esperada, não escolhemos isso, simplesmente nos foi imposto”. Já Ricardo Ribas Almeida, que também é Agente da Susepe e está presente na manifestação, falou que “esta é uma greve parcial, mas se continuar o parcelamento a greve será geral, a partir do próximo mês”.

    Reportagem: Marcelo Brum
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