Dom Pedrito – Veja dicas para diminuir o desperdício de luz após o aumento na tarifa

    55638eb7.jpg

    Passado o verão – e o inevitável gasto com ar condicionado –, os gaúchos começam a tomar pé de como o tarifaço pesará no dia a dia. "O custo da energia disparou porque chove pouco no Sudeste desde o ano passado, e as geradoras que captavam energia de fontes hídricas precisam acionar termelétricas, que são mais caras. Além disso, as pessoas nunca tiveram tantos eletrodomésticos em casa, o que pressiona o consumo de energia em um momento de escassez", explica Odilon Duarte, professor do curso de Engenharia Elétrica da PUCRS.

    A boa notícia, acrescenta, é que este último verão foi mais ameno do que os anteriores, com menos dias de calor escaldante. E, com eletrodomésticos mais econômicos e pequenas mudanças de hábito no cotidiano, também é possível amortecer o golpe nos meses frios.
    "O consumidor está cada vez mais atento à economia doméstica e a questões ambientais. A compra de um refrigerador mais econômico em relação a outro que utiliza mais energia, por exemplo, pode reduzir o gasto com esse aparelho em mais de 18%", exemplifica Guilherme Soares, diretor de Serviços, Qualidade e Atendimento ao Consumidor da Whirlpool Latin America, detentora das marcas Brastemp, Consul e KitchenAid.

    Como reduzir o consumo
    Chuveiro: Se for considerado apenas o custo da energia, o gás é mais vantajoso. No entanto, o banho com o último consome muito mais água – 12 litros por minuto, ante 7 litros por minuto no chuveiro elétrico, que tem limite de vazão. Conforme o engenheiro elétrico Odilon Duarte, a soma de todos custos torna o banho mais barato com chuveiro elétrico.

    Por falar em banho, muita gente liga o chuveiro minutos antes para criar aquela névoa e aquecer o banheiro. Prática cara: é mais vantajoso usar um aquecedor elétrico, que consome 10 vezes menos energia.

    Cafeteira: A situação é inversa para fornos elétricos e cafeteiras: é mais barato aquecer o alimento ou a bebida em fogão a gás.

    Lâmpada: Embora as lâmpadas sejam as menores entre os vilões no consumo, priorize as de led no lugar de elétricas e até das fluorescentes. Cinco lâmpadas de led no lugar de cinco fluorescentes rendem uma economia de R$ 10 na conta de luz.

    Eletrônicos: Quando for passar alguns dias fora, desligue os eletrônicos da tomada. Mesmo no modo stand by, conversores de TV a cabo ou aparelhos de som podem consumir 80% da energia que utilizariam ligados. Por isso, considere também desligar aparelhos que não use com frequência.

    Carregadores: Evite deixar carregadores ligados nas tomadas quando não estiverem em uso, e desconecte seu tablet ou smartphones assim que a bateria for completa. Quando estão na tomada, esses dispositivos aceleram em dois terços o gasto com energia.

    Ar-condicionado: Com chuveiros, geladeiras e máquinas de secar, é o vilão da conta de luz. Condicionadores de ar velhos gastam mais energia do que os novos splits – a diferença na conta pode ser de cerca de R$ 15 por aparelho. Cada vez que é ligado ou tem potência alterada, o ar-condicionado suga mais energia do que enquanto está funcionando. Por isso, vale a pena deixá-lo funcionando mesmo quando sair por 15 ou 20 minutos do ambiente.

    Geladeira: Não gaste luz dos eletrodomésticos à toa. Se for abrir a geladeira, por exemplo, saiba de antemão o que vai pegar e separe tudo de uma só vez. E se for ligar a secadora de roupa, use a máquina lotada, aproveitando ao máximo o calor que será gerado. Nos refrigeradores, deve-se evitar colocar comida nas saídas do fluxo de ar, para garantir a boa distribuição de ar frio dentro do aparelho, sem forçar demais o compressor. Na hora de comprar eletrodomésticos, fique de olho nas etiquetas. Aparelhos com a classificação “A” são os mais eficientes em consumo de luz; os “E”, os menos. Conforme Guilherme Soares, da Whirlpool, um refrigerador classificado como “A” gasta até 18,6% menos energia do que um “C”.

    Energia Solar: Instalar tecnologia de captação solar em casa pode demandar investimento elevado, mas compensa com o tempo. O investimento fica em torno de R$ 20 mil, e se paga em cerca de oito anos. A estrutura da casa pode ser uma aliada no combate aos gastos excessivos. Usar tintas claras nos ambientes que você irá usar com mais frequência, como quartos e sala, ajuda na iluminação e pode dispensar uso de luz elétrica durante o dia. Em um projeto arquitetônico, priorize aberturas de janelas maiores e tetos transparentes de acrílico ou vidro em áreas de lazer.

    Fonte: Jornal Zero Hora
    Reportagem: Elliézer Garcez
    Setor de jornalismo: portal@qwerty.com.br