Dom Pedrito – Júri popular de Valeri Dotto, acusado de matar pedritense em Santa Maria, ocorre na próxima semana

    Lauro Alves/ Agência RBS

    Os familiares da pedritense Lenira  Oliveira convidam a todos para irem ao júri popular de Valeri Dotto, que ocorre na próxima terça-feira (26), a partir das 09h:30 na cidade de Santa Maria.

    A família convida a população de Dom Pedrito para se reunir em oração e pensamentos positivos, pois será o dia do júri popular do principal suspeito da morte de Lenira. “Pedimos aos predritenses que residem em Santa Maria, para se locomoverem até o Fórum a partir das 8h, pois lá estarão reunidos seus familiares em forma de protesto e pedidos de justiça. Estarão representados pelo advogado assistente de acusação Pedro M. Corrêa”, disseram os familiares. Segundo a família, o principal e único suspeito do assassinato de Lenira é Valeri Dotto, seu marido.

    Relembre o caso
    O crime aconteceu na manhã de 1º de maio de 2008, na Rua Venâncio Aires, na residência do casal. Lenira Oliveira Dotto, 52 anos, foi esfaqueada na região do tórax. Em um primeiro momento, a 3ª Delegacia de Polícia Civil (3ª DP), que investigou o crime, trabalhou com a hipótese de latrocínio (roubo com morte): a casa teve o portão arrombado e foi revirada.

    Porém, no transcorrer das investigações, o delegado Carlos Alberto Gonçalves, então titular da 3ª DP, averiguou que Dotto havia feito um seguro de vida em nome de Lenira, em 10 de abril de 2008, no valor de R$ 275 mil, cujo único beneficiário era ele. Com a novidade, o caso teve uma reviravolta e Dotto foi formalmente acusado pela Polícia Civil gaúcha e Ministério Público do Rio Grande do Sul.

    A vida de Lenira contada através das palavras de sua família 
    Lenira veio de uma família de 12 irmãos, filha de Orocildo Oliveira e Maria José dos Santos de Oliveira. Nascida e criada em Dom Pedrito, estudou nas escolas Nossa Senhora do Horto e Nossa Senhora do Patrocínio. Em  Dom  Pedrito, Lenira  trabalhou  como educadora no  Mobral, onde alfabetizava idosos. Ela também trabalhou no Ministério do Trabalho, onde vários cidadãos pedritenses possuem sua assinatura em seus documentos. Oliveira ainda trabalhou como  Evangelista Kardesista no centro espírita João de Deus e juntamente com a assistente social da época, efetuou um trabalho voluntário no asilo da velhice.

    Por onde passava, Lenira deixava seu carinho, generosidade e seu lindo sorriso, sendo assim muito bem quista por todos que a rodeavam. A mulher também trabalhou por mais de dez anos no Hotel Alexandre, quando assumiu a gerência do hotel. Segundo informações, ela possuía um bom convívio com seus colegas, patrões, e hospedes, por ser uma pessoa educada, carismática e gentil.

    No Hotel Alexandre, Lenira conheceu Valeri Dotto que futuramente seria seu esposo, Valeri era hospede do hotel e sempre fazia visitas a Dom Pedrito. Lenira e Valeri namoraram e casaram, com uma cerimônia simples com familiares e alguns amigos. Na época, seus patrões foram seus padrinhos de casamento. Após o casamento, o casal foi morar em Santa Maria e Nina seguiu seu trabalho como Evangelista Kardesista no Centro Espírita. Ela dava assistência às mulheres grávidas, fazendo o enxoval de bebê para famílias carentes.

     

    Fonte: Diário de Santa Maria
    Reportagem:Elliézer Garcez
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